21 de Setembro de 2021

Empresa chinesa falimentar dispara medo de crise global

O mercado financeiro global iniciou a semana em estado de alerta. O medo é de que a incorporadora chinesa Evergrande possa ser a próxima Lehman Brothers, banco americano que quebrou em 2008 e desencadeou uma das maiores crises financeiras da história. A empresa, segunda maior do setor na China, acumula mais de US$ 300 bilhões em dívidas e corre risco de falir se não pagar o valor do acordo até esta quinta-feira. O temor de um possível calote abalou as bolsas de valores nesta segunda — se a companhia falir pode disparar instabilidade econômica e social em todo o mundo. Na Europa, todos os índices fecharam em vermelho, enquanto em Wall Street, nos Estados Unidos, Dow Jones e S&P; 500 fecharam em forte queda, com perdas de -1,78% e -1,70%, respectivamente. No Brasil, o Ibovespa desabou 2,33% e atingiu o nível mais baixo do ano, a 108.843,74 pontos. Já o ... (Leia mais)

20 de Setembro de 2021

Planalto tenta impor fake news na internet via lei

O presidente Jair Bolsonaro insiste em querer legislar sobre o que as plataformas sociais podem fazer ou não — se a medida provisória não deu certo, tenta agora como projeto de lei. De um lado, faz parte de sua estratégia política intensificar o discurso de ódio e a disseminação de notícias falsas para manter os apoiadores aguerridos. De outro, o cerco que a Justiça, via STF e TSE, vem fazendo a essas práticas aumenta.O Planalto enviou neste domingo ao Congresso o novo projeto de lei, que é virtualmente idêntico à MP das Fake News, devolvida pelo Senado e suspensa pelo STF. Em síntese, o projeto limita o poder de redes sociais de retirarem do ar conteúdo falso e discursos de ódio e de banir quem os dissemina. (Estadão) Em outra frente, a estratégia de Carlos e Eduardo Bolsonaro, os filhos Zero Dois e Zero Três do presidente, para as eleições ... (Leia mais)

18 de Setembro de 2021 | PREMIUM

Edição de Sábado: De que Estado precisamos?

A partir de 2023, se tudo ocorrer como as pesquisas indicam, o Brasil terá um novo governo e uma Democracia por recuperar. É inevitável que um diálogo seja aberto de uma ponta à outra no arco político, e para isso é necessário mapear o que há de comum — e onde há discussão — a respeito das ideias de país. Foi com este objetivo, ao longo desta última semana, que o grupo apartidário Derrubando Muros promoveu seis painéis com um título provocador. De que Estado precisamos? Para eles foram convocados economistas, advogados, cientistas políticos. Vozes que representam uma possível candidatura liberal, mas também as candidaturas postas de Ciro Gomes (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Há alguns consensos entre todos. Mas há também debates importantes. O Meio transmitiu pelo YouTube cada um destes painéis, que podem ser assistidos individualmente. Nesta edição de Sábado publicamos não propriamente um resumo, ... (Leia mais)

17 de Setembro de 2021

Bolsonaro usa Queiroga como cortina de fumaça

Prezadas leitoras, caros leitores — De que Estado precisamos? Ao longo desta semana, em parceria com o grupo apartidário Derrubando Muros e com o Jota, transmitimos pelo Meio uma série de seis conversas sobre o papel do Estado. O Brasil é um país desigual, com profundas dívidas sociais urgentes e metas importantes pela frente. Metas que têm a ver com o Meio Ambiente, com a formação de uma geração para o mundo digital por vir, com a reinvenção da sua indústria. Nenhuma é simples. Há antigos debates à mesa: como seria uma reforma do RH do Estado, do funcionalismo público? Há, também, novos debates como o trazido pela Teoria Monetária Moderna, que de dentro do liberalismo desafia a ideia de que aumento da dívida pública necessariamente gera inflação. Alguns gastos do Estado, com infraestrutura e desenvolvimento das pessoas, por exemplo, podem ser benéficos mesmo que aumentando a dívida. Não confundir, ... (Leia mais)

16 de Setembro de 2021

Ex de Bolsonaro vai à CPI

A CPI da Pandemia aprovou ontem a convocação de Ana Cristina Valle, segunda ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan. Os senadores querem que ela explique sua ligação com Marconny Albernaz de Faria, suposto lobista da Precisa Medicamentos, intermediária da compra suspeita de vacinas indianas pelo Brasil. Na justificativa da convocação os integrantes da CPI dizem que mensagens gravadas indicam tráfico de influência feito por Ana Cristina a pedido de Faria junto à Secretaria Geral da Presidência. (UOL) A ex-mulher do presidente trabalha hoje no gabinete da deputada federal Celina Leão (PP-DF) e vive com o filho numa mansão em Brasília. Seu nome veio a público recentemente quando seu ex-empregado Marcelo Luiz Nogueira dos Santos a acusou de comandar ao longo de anos o esquema de rachadinhas nos gabinetes dos enteados Flávio e Carlos Bolsonaro na Alerj e na Câmara do Rio, respectivamente. Segundo o colunista Guilherme ... (Leia mais)

15 de Setembro de 2021

Dupla derrota para Bolsonaro, Senado e STF sepultam MP das Fake News

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolveu ontem ao Executivo a medida provisória que alterava o Marco Civil da Internet. Editada na véspera dos atos de 7 de setembro e apelidada de MP das Fake News, ela proibia redes sociais e provedores de retirarem do ar conteúdos como discurso de ódio e notícias falsas. Pacheco argumentou o tema já tramita em projetos no Congresso. Com isso, todos os efeitos da MP ficam anulados. (G1) Ao mesmo tempo em que Pacheco fechava a fatura, a ministra do STF Rosa Weber seguiu o parecer do procurador-geral da República, Augusto Aras, e suspendeu a MP da Fake News, em ação proposta pelo PSB. Nos bastidores, a versão é que o presidente editou a MP para inflamar a militância no 7 de setembro, já sabendo que a medida teria vida curta, daí a recomendação de Aras. (Poder360) Antes da dupla derrota, Bolsonaro minimizou ... (Leia mais)

14 de Setembro de 2021

Bolsonaro usa fracasso do MBL para reanimar sua base

Prezadas leitoras, caros leitores — O Meio abre hoje o seminário ‘De que Estado precisamos’, que receberá alguns dos principais pensadores do campo democrático para elaborar suas concepções. Às 17h, a economista e ex-diretora do Programa Nacional de Desestatização, Elena Landau, se junta a Carlos Ari Sundfeld, da FGV Direito. Na sequência, às 18h30, será a vez do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. O evento é uma iniciativa do grupo apartidário Derrubando Muros e conta também com a parceria do Jota. Na quarta e na quinta falarão Pérsio Arida, André Lara Resende, representando a campanha de Ciro Gomes, Nelson Marconi e, encerrando, Fernando Haddad. Acompanhe no YouTube. — Os editores Compartilhe Tweet Compartilhe Bolsonaro usa fracasso do MBL para reanimar sua base Assustado com o tombo em sua popularidade após a “carta de recuo” retórica redigida por Michel Temer e a desmobilização da greve de caminhoneiros, o presidente Jair ... (Leia mais)

13 de Setembro de 2021

Ato anti-Bolsonaro de MBL e VPR fracassa sem PT

Prezadas leitoras, caros leitores — Entre esta terça e a quinta-feira, o Meio co-produzirá uma série de seis paineis sobre o papel do Estado. A iniciativa é do grupo apartidário Derrubando Muros e conta também com a parceria do Jota. O objetivo é simples: promover um debate a respeito de que Estado o Brasil precisa. Os paineis abrem no dia 14, às 17h, com Elena Landau e Carlos Ari refletindo sua visão. Às 18h30 será a vez de Armínio Fraga. No dia 15, às 17h vai falar Pérsio Arida e, às 18h30, André Lara Resende. No dia 18, representando a campanha de Ciro Gomes, às 17h falará Nelson Marconi. Às 18h30, o ex-candidato do PT à presidência, Fernando Haddad. Em cada um dos seis paineis, os palestrantes serão confrontados com opiniões divergentes e responderão a perguntas de um time de especialistas. Há um Brasil para após Jair Bolsonaro. É hora ... (Leia mais)

11 de Setembro de 2021 | PREMIUM

Edição de Sábado: Bolsonaro e os futuros possíveis

Se há um tabuleiro confuso, no momento, é o da política brasileira. A turbulência que se abateu no país esta semana deixou o jogo desorganizado e incerto. Mas, se deixou dúvidas, trouxe também algumas respostas a muitas angústias que pairavam. No Sete de Setembro, após mais de um mês de preparação, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu levar uma multidão à Avenida Paulista. Foi menos gente do que ele esperava — mas foi mais gente do que em qualquer mobilização anti-Bolsonaro até este momento. Enquanto esquerda e direita seguirem separadas, dificilmente virá das ruas pressão suficiente para produzir um impeachment. (Esta divisão não é acidental. Mais à frente.) Bolsonaro tentou mobilizar dois grupos em particular que seriam importantes para seus planos. Um deles foi o dos policiais militares. Outro, os caminhoneiros. Na noite de segunda-feira, parecia que ele fracassaria com caminhoneiros e teria sucesso com PMs. Foi o contrário. O esforço ... (Leia mais)

10 de Setembro de 2021

Sob tutela de Temer, Bolsonaro abranda tom com STF

Prezadas leitoras, caros leitores — Que semana. Na madrugada de segunda para terça, golpistas chegaram a 500 metros do Palácio do Supremo. Na terça, perante uma turba de mais de cem mil, o presidente Jair Bolsonaro prometeu quebrar a Constituição e desobedecer ordens do STF. Durante a quarta-feira, no PIB e no alto comando de partidos, de zero a 120 num segundo, apertou uma conversa sobre a possibilidade de impeachment. De quarta para quinta, começou uma paralisação de caminhoneiros em vários estados do país — e o Palácio do Planalto entrou em pânico. E na quinta-feira Jair Bolsonaro mandou o avião presidencial chamar o ex-presidente Michel Temer para escrever uma carta de desculpas e intermediar uma conversa com o STF. No mesmo dia, enlouquecidos e frustrados, bolsonaristas de quatro costados se lamentavam nas redes pelo recuo de seu mito. Que semana. Mas o que pode acontecer? Quais são os cenários? ... (Leia mais)

9 de Setembro de 2021

Bolsonaro perde controle dos seus e caminhoneiros ameaçam parar o país

Na esteira dos atos bolsonaristas, caminhoneiros bloquearam estradas federais em pelo menos 16 estados nesta quarta-feira. Em vez das reivindicações da categoria, os cartazes nos caminhões traziam ataques ao STF e a outras instituições da democracia. Houve incidentes de violência contra motoristas que se recusaram a aderir, e já há registro de falta de combustíveis em postos no Norte de Santa Catarina devido ao bloqueio de uma base de distribuição. (Metrópoles) Ainda durante a tarde de ontem, o analista de redes Pedro Barciela percebeu que o movimento bolsonarista dos caminhoneiros, desta vez, não foi deslanchado pelas vozes habituais do bolsonarismo. O grupo do presidente perdeu o controle do levante que incitou. (Twitter) O Planalto entrou em pânico. No fim da noite, o presidente Jair Bolsonaro gravou um áudio pedindo que os caminhoneiros liberem as estradas, dizendo que ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”. ... (Leia mais)

8 de Setembro de 2021

E agora, Lira?

Uma frase do presidente Jair Bolsonaro, proferida ontem em seu discurso na Avenida Paulista, pôs Brasília imediatamente em alerta. “Quero dizer a vocês” afirmou, microfone à mão, “que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá.” O problema da frase é que ela tão clara, tão precisa, que em si enquadra Bolsonaro num crime de responsabilidade registrado explicitamente no artigo 85 da Constituição. “São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra o livre exercício do Poder Judiciário, o cumprimento das leis e das decisões judiciais.” O Centrão, repentinamente, ficou sem espaço de manobra retórica para argumentar que houve mal entendido. Bolsonaro declarou de viva voz que tem planos de cometer o único crime de responsabilidade claramente inscrito na Constituição e não em lei complementar, um crime cuja única punição é o impeachment imediato. (G1) O presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), ... (Leia mais)

7 de Setembro de 2021

Bolsonaristas amanhecem a 500 metros do Supremo

Foi rápido. Na noite de ontem, após intensa pressão, um grupo de bolsonaristas acompanhado de inúmeros caminhões rompeu o cerco policial e avançou na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, até a altura do Palácio do Itamaraty. Antes das 22h já estava a cerca de 500 metros da Praça dos Três Poderes, a menos de um quilômetro do Palácio do Supremo. À frente do grupo, sorridente, avançava também o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho Zero Três. A tropa de choque foi mobilizada e, durante a madrugada, a maior preocupação da polícia era com o forte consumo de álcool no local. Não parou de chegar gente um minuto. A expectativa da PM é de que cem mil pessoas compareçam à manifestação de agora pela manhã. O presidente Jair Bolsonaro vai discursar — à tarde segue para São Paulo, onde também falará no evento da Avenida Paulista. (Correio Braziliense) Desde cedo uma caravana ... (Leia mais)

6 de Setembro de 2021

País em suspenso, tensão política no máximo

Prezadas leitoras, caros leitores — Chegamos a um ponto chave do governo de Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, o presidente vem incitando violência. Especula impunemente sobre a possibilidade de romper a Constituição. Fala que, para ele, este é um jogo de vitória ou morte. O temor de invasão do Palácio do Supremo, em Brasília, é grande. A possibilidade de insubordinação de policiais militares assusta governadores — uma pesquisa Atlas, publicada ainda ontem, dá conta que 30% dos PMs declaram que vão às ruas no 7S bolsonarista. Se o fizerem, mesmo à paisana, estarão quebrando a lei. Chegamos a este ponto: o presidente pede a policiais que quebrem a lei. E parte deles atende. Não temos como prever o que acontecerá. Mas, cá no Meio, seguimos atentos e trabalhando. Normalmente, num feriado como o de amanhã, a newsletter não circularia. Mas vamos circular em edição extraordinária, com o noticiário político mais ... (Leia mais)

4 de Setembro de 2021 | PREMIUM

Edicão de sábado: 04 de Setembro

A história do século 20, em boa parte do mundo, é uma na qual a agropecuária vai lentamente perdendo importância na economia dos países. Não foi diferente com o Brasil — até que mudou, em 1993. Em 1992, ano em que Fernando Collor deixou a presidência, a agropecuária não chegava a 6% de toda riqueza produzida no país. Dez anos depois já havia quase dobrado. Quando Fernando Henrique subiu a rampa do Planalto pela primeira vez, em 1994, o agro não gerava R$ 40 bilhões por ano, inflação corrigida. Em 2019, segundo números do Cepea, produziu R$ 322 bilhões. Por todo o governo Jair Bolsonaro, constantemente o agro aparece como um setor de apoio ao presidente. Um ambiente no qual, caricaturalmente, os ímpetos autoritários e a aversão à ciência parecem ser dominantes. Sua explosão como negócio, porém, é justamente um dos marcos de sucesso da República democrática nascida dos frangalhos ... (Leia mais)

3 de Setembro de 2021

MP age para barrar PMs em atos pró-Bolsonaro

Prezadas leitoras, caros leitores — Têm sido confusas estas últimas semanas. Difíceis. De uma democracia sob estresse. Mas, das poucas surpresas em meio ao caos, uma certamente é a do manifesto de algumas entidades do agronegócio. Enquanto Fiesp recuou da decisão de publicar um texto anódino, a Associação Brasileira do Agronegócio, acompanhada de outras entidades do setor, tornou público um texto ainda mais firme. Quando Fernando Henrique Cardoso chegou à presidência, em 1994, o PIB produzido pelo agro não chegava a R$ 40 bilhões em valores de hoje. Pois já se aproxima dos R$ 350 bi. O Brasil sempre teve vocação agrícola — tem terra, tem água, tem Sol. Mas uma das conquistas fundamentais da Nova República, desde a escrita da Constituição para cá, foi que esta indústria se sofisticou. Ganhou tecnologia, qualidade de gestão, excelência técnica. Se tornou cosmopolita. É o caminho inverso daquela outra indústria — a urbana, ... (Leia mais)

2 de Setembro de 2021

Bolsonaro chama momento político de ‘guerra’

Jair Bolsonaro parece usar todas as oportunidades para reforçar o discurso beligerante. Numa homenagem a atletas militares medalhistas em Tóquio, o presidente entregou uma comenda “pessoal” ao pugilista Herbert Conceição, vencedor do ouro olímpico. “É uma medalha pessoal, tenho certeza que ele vai guardar para a vida toda, não posso dar para todo mundo… Foi tiragem bastante reduzida”, afirmou. “Não pode mostrar para ninguém.” Em seguida, ainda falando com Conceição mas tendo os ouvidos de todos os presentes, Bolsonaro emendou: “Enfia a porrada, guerreiro, é isso aí. Com flores não se ganha guerra não, pessoal. Quando se fala em armamento, quem quer a paz, se prepare para a guerra.” (Poder360) A guerra a que ele se refere parece começar pelas manifestações em São Paulo e Brasília no Sete de Setembro. Se for, não poderá contar com tropas regulares — ao menos não uniformizadas. A ministra do Superior Tribunal de Justiça ... (Leia mais)

1 de Setembro de 2021

Justiça fecha o cerco sobre filho Zero Dois

Nem STF, nem TSE, nem CPI. Quem tirou o sono do presidente Jair Bolsonaro foi o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou ontem a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), o filho Zero Dois, e de outras 26 pessoas e sete empresas. Todos são investigados desde 2019 por um suposto esquema de contratação de funcionários fantasmas e de “rachadinhas”, quando o parlamentar fica com parte dos salários dos assessores, na Câmara Municipal do Rio. Em setembro do ano passado já havia surgido a informação de que o gabinete do filho do presidente teria gastado R$ 7 milhões com funcionários fantasmas – entre eles parentes de uma ex-mulher de Jair Bolsonaro. (G1) O presidente temia que seu filho acabasse preso por ordem do STF na esteira do inquérito das fake news. Como conta o Radar, ele chegou a traçar estratégias de reação. ... (Leia mais)

31 de Agosto de 2021

Agro faz defesa enfática da democracia; já a Fiesp recua

Visto como um setor umbilicalmente ligado ao governo Bolsonaro, o agronegócio, ou pelo menos parte importante dele, divulgou na segunda-feira um manifesto fazendo uma defesa enfática da democracia e manifestando preocupação com “os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social em nosso país”. Sete entidades do setor, incluindo a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), afirmam que o Brasil não pode se apresentar ao mundo como “uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais”. Também ontem, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, suspendeu a divulgação de um manifesto bem mais brando elaborado incialmente pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e encampado pela entidade. (G1) Marcello Brito, presidente da Abag, foi o entrevistado de ontem do Roda Viva. “A gente poderia ter muito mais gente assinando o manifesto de hoje e ... (Leia mais)

30 de Agosto de 2021

Manifesto do PIB defende democracia; BB e CEF ameaçam deixar Febraban em repúdio

Capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um manifesto a ser divulgado amanhã e assinado por 200 entidades empresariais pela harmonia entre os Poderes e o respeito à democracia provocou reação radical do Banco do Brasil e da Caixa, bancos do governo federal. Com o aval do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, duas das instituições ameaçam se desligar da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que participa do manifesto, e devem fazer o mesmo em relação à Ambima, que reúne também corretoras de valores. Embora não mencione o presidente, o entendimento do governo é de que o manifesto é uma crítica ao discurso cada vez mais radical de Bolsonaro — motivo pelo qual a Federação das Indústrias do Rio (Firjan) ficou de fora. (Globo) A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara deve convocar Guedes e os presidentes dos dois bancos ... (Leia mais)