3 de Outubro de 2020
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Edição de Sábado: E agora, Donald Trump?



Mal passavam das 14h30, no dia 30 de março em 1981, quando para alarme do agente do Serviço Secreto Jerry Parr o presidente Ronald Reagan pôs sangue pela boca. A limusine presidencial trafegava já a toda pelas ruas de Washington, com destino a Casa Branca. Apenas uns minutos antes, quando Reagan saía de um hotel na capital, um homem avançou disparando tiros. Houve corpos caídos, confusão, ainda não estava perfeitamente claro o que havia ocorrido. Mas Parr já havia checado o tórax do presidente em busca de sangue, sinal de que pudesse ter sido atingido. Não encontrara nada. Ainda assim, não piscou. Talvez, no gesto bruto de se lançar sobre o presidente o levando para dentro do automóvel blindado, tivesse lhe quebrado uma vértebra. Talvez houvesse um pulmão perfurado. Deu ordens ao motorista que se desviasse do caminho. Que fosse para o Hospital da Universidade George Washington. Àquela altura, pensou Reagan, a imprensa já devia ter dado a notícia do atentado a sua vida. Precisava transmitir tranquilidade à nação. A limusine parou num repente perante a porta da Emergência e Reagan não vacilou. Indicou que sairia andando. E o fez. Levantou-se, pôs no rosto a expressão de serenidade da qual foi capaz, atravessou a calçada e entrou no hospital. Lá dentro, despencou. Ninguém sabia: uma das balas havia ricocheteado no chão, atravessado eu corpo pela lateral, não pegou por pouco o coração mas atingiu em cheio o pulmão. Ronald Reagan, porém, entrou no hospital a pé.




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