7 de Novembro de 2020
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Edição de Sábado: O mundo após Trump



Ontem à tarde, logo que o democrata Joe Biden ultrapassou o presidente Donald Trump na contagem dos votos na Pensilvânia, o cientista político Francis Fukuyama foi ao Twitter — “Ding, dong, the witch is dead”, escreveu brincando. É o refrão da música pela qual o povo munchkin celebra, logo no início do Mágico de Oz, a morte da velha Bruxa do Leste, esmagada pela casa da menina Dorothy. Professor no Centro de Democracia e Desenvolvimento da Universidade de Stanford, no Vale do Silício, Fukuyama se tornou célebre ao lançar, em 1992, O Fim da História e o Último Homem. No livro, ele desenvolvia a tese de que com a vitória dos regimes democráticos sobre os comunistas, marcada pela queda da União Soviética, a tendência do mundo seria de lentamente ir migrando para a democracia liberal. De alguma forma, os dez a quinze anos seguintes fizeram parecer que ele poderia ter razão. Mas — e ele sabe disso — estava sendo excessivamente otimista.




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