28 de Novembro de 2020
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Edição de Sábado: Teorias Conspiratórias não vão embora nunca



O foco apareceu quando se aproximava a madrugada, entre 18 e 19 de julho, no ano de 64. Foi bem perto do Circo Máximo, a primeira chama, portanto a menos de um quilômetro do palácio imperial. A lua estava cheia, o céu límpido, e noites assim na cidade de Roma ainda hoje são tão claras que dá para ver como se fosse dia. Aquela, porém, era ainda uma cidade em grande parte pobre, erguida em madeira, e o vento úmido e constante que calhou de bater foi fazendo as chamas se alastrarem. Roma ardeu por nove dias ininterruptos. E em algum daqueles dias começou a se alastrar lenta, também, não só fogo mas também a história de que o incêndio não era acidente. Que tinha culpado. Que havia sido por ordem do próprio imperador.




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