5 de Dezembro de 2020
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Edição de Sábado: Renda Básica Universal é o futuro?



Na virada dos anos 1920 para 30, a Grande Depressão era causa de grande angústia para uma trupe de intelectuais e artistas britânicos que, informalmente, se tornou conhecida como grupo de Bloomsbury por conta da vizinhança londrina em que todos moravam. De mais próximos a mais distantes, faziam parte do conjunto a escritora Virginia Woolf, o filósofo Bertrand Russel, o economista John Maynard Keynes. Educados nas melhores universidades do país, muitos criados na aristocracia, todos brilhantes, cultivavam uma excentricidade comum e criam que havia um prazer profundo e fundamental a se aproveitar no convívio com as artes. Eram pacifistas, experimentavam sexualmente, todos feministas, antiautoritários, engajados num constante debate intelectual. Ideias, mesmo que muito ousadas, mereciam cuidadoso escrutínio. Eram burgueses. Gostavam da boa vida, e se dedicavam a aproveitar esta vida. Pois a Grande Depressão ameaçava seu mundo ao espalhar pobreza e desespero, incitando movimentos radicais como Comunismo e Fascismo. Aquele mundo vitoriano no qual haviam sido criados não existia mais, apagado pelos refugos da Primeira Guerra, soterrado por uma crise econômica como nunca antes vista, destroçado pelo surgimento de governos autoritários. Foi neste ambiente que Russel e Keynes, um sem saber do outro, começaram a brincar com a ideia de uma renda básica universal.




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