23 de Janeiro de 2021
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Edicção de Sábado: Como as democracias sobrevivem?



Lançado em janeiro de 2018, o livro Como as Democracias Morrem fez dos cientistas políticos Steven Levitsky e Daniel Ziblatt celebridades instantâneas nos EUA — e também em muitos círculos fora. Ambos professores de Harvard, escreveram para o público de seu país embora não sejam especialistas em política local. Levitsky estuda política latino-americana e, Ziblatt, europeia. Mas, por isso mesmo, conheciam bem algo que era mais distante de seus pares por ali: o processo pelo qual democracias decaem ao ponto de se tornar ditaduras. Livro curto, fácil de ler, objetivo e escrito para ser um alerta. Perante Donald Trump, que naquele janeiro entrava em seu segundo ano de mandato, eles afirmavam que os EUA flertavam com um autocrata que poderia, sim, acabar com a democracia americana. A mais longeva do mundo. E, ao fazer seu alerta local, mostraram ao mundo como há um modelo novo de criação de ditaduras que não passa por golpes de Estado. Seus exemplos incluíam o venezuelano Hugo Chávez, o russo Vladimir Putin, o húngaro Viktor Orbán, o turco Recep Erdogan. Até ali, todas as democracias que haviam elegido um autocrata potencial viram o lento desmonte de seus regimes. Mas, três anos depois, Joe Biden, um homem que seguiu uma carreira tradicionalíssima como senador do Partido Democrata, está sentado à mesa do Salão Oval. Os EUA são o primeiro país a resistir perante o avanço do autoritarismo populista. Trump se reelegeu. Cá no Meio, portanto, nos perguntamos: onde foi que a fórmula deu errado? Ou, ora, como as democracias sobrevivem?




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