30 de Janeiro de 2021
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Edição de Sábado: Três presidentes da Câmara e o impeachment



É como se impeachment estivesse na moda. Embora o instrumento tivesse estado presente em todas as constituições brasileiras desde a primeira, em 1824, nunca havia se falado tanto de impeachment como naqueles primeiros anos da década de 1950. Talvez enfim tivesse se percebido nele uma possível arma política. Só em 1953, processos de impedimento de governadores foram avaliados pelas Assembleias Legislativas de Alagoas, contra Arnon de Mello, e do Rio Grande do Norte, contra Silvio Pedrosa. No ano seguinte, a Câmara Municipal de São Paulo estudou outro, contra o prefeito recém-eleito Jânio Quadros. Um vereador quis um exame que atestasse “sua sanidade mental”. Eram, em todos os casos, disputas políticas que não levaram a canto algum. O PSD alagoano contra o governo da UDN — e a UDN potiguar contra o governo do PSD. Ou então o grupo do velho capo paulista Adhemar de Barros que se insurgia contra aquele jovem professor, muito eloquente, muito capaz de sedução popular, e por certo uma ameaça que aparecia para disputa do poder na capital. Por isso certamente não foi surpresa para o presidente da Câmara dos Deputados, Nereu Ramos, quando um jovem ativista da UDN chamado Wilson Leite Passos apresentou um pedido de impeachment contra o presidente da República, Getúlio Vargas.




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