15 de Maio de 2021
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Edição de Sábado: O método Netanyahu de governar



Sheikh Jarrah, um bairro muçulmano em Jerusalém Oriental, começou a ser povoado na segunda metade do século 19 bem próximo do túmulo de Hussam al-Din al-Jarrahi, médico particular de Nácer Saladim, o sultão de Egito e Síria que venceu os cruzados do rei Ricardo Coração de Leão. Faz tempo — foi na década de 1170. Mas o nome de al-Jarrahi se tornou nome do bairro. Sheikh Jarrah. Ao menos, o nome para alguns. Não longe dali fica outro túmulo, o de Simão, o Justo, sumo-sacerdote do Segundo Templo duzentos ou trezentos anos antes de Cristo — a data não é certa. Para muitos judeus, principalmente religiosos, o bairro tem este nome. Simão, o Justo. Shimon HaTzadik. Quando o casario começou a subir, entre os anos de 1860 e 70, judeus e árabes moravam lado a lado. Muito aconteceu desde então. Em sua curta história numa cidade de quatro mil anos, o bairro foi parte de quatro países distintos. Nasceu no Império Otomano, então passou a protetorado britânico. Com a fundação de Israel, após a Batalha de Jerusalém, caiu do outro lado e se tornou um pedaço da Jordânia. Desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, está em Israel. E é por conta de quatro casas em Sheikh Jarrah que explodiu o novo conflito que já custou a vida de 137 palestinos e oito israelenses até a manhã deste sábado.




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