12 de Junho de 2021
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Edição de Sábado: Como desmontar um golpe de Estado



No último dia 6 de janeiro, o Congresso americano se reuniu para homologar a eleição presidencial que havia designado Joe Biden sucessor de Donald Trump na Casa Branca. Enquanto os parlamentares trabalhavam, em frente à residência presidencial Trump discursava perante um grande grupo de seguidores. “Nós vamos descer a Pennsylvania Avenue”, ditou o presidente, “e tentaremos dar aos republicanos fracos, porque os fortes não precisam de ajuda, vamos tentar dar a eles o tipo de orgulho e bravura que precisam ter para tomar de volta nosso país.” A Pennsylvania, que corta transversalmente quase toda a cidade de Washington, liga a Casa Branca ao Capitólio, o prédio do Parlamento, três quilômetros distante, não mais que meia hora de caminhada. Desde semanas antes, grupos paramilitares radicalizados e favoráveis a Trump vinham já planejando uma invasão do prédio. Com o incentivo do presidente em seus últimos dias, a eles se juntou uma multidão que deu volume ao movimento e ajudou os radicais a forçar a frágil barreira policial, tomando então o edifício. Lá dentro, substituíram bandeiras americanas por outras com o nome de seu líder, e tentaram — sem conseguir — pôr as mãos em alguns parlamentares. Alguns, depois o FBI descobriu, tinham planos de assassinato. O objetivo do grupo era evitar que Biden fosse oficialmente reconhecido vencedor do pleito de 2020. Também nisto fracassou.




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