13 de Novembro de 2021
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Edição de Sábado: A montanha-russa política do Chile



Na última pesquisa realizada no Chile pela Atlas Inteligência, o candidato de extrema-direita José Antonio Kast apareceu liderando a corrida para as eleições do próximo dia 21 de novembro, com 30,1% das intenções de voto. No início de setembro, há apenas dois meses, tinha dificuldades de encostar nos dez pontos percentuais. Kast, o filho caçula de um oficial nazista que chegou fugido ao país nos anos 1940, vem sendo tratado na imprensa latino-americana como o ‘Bolsonaro chileno’. Sua repentina ascensão é uma surpresa que boa parte dos cientistas políticos não anteviram — mas é, também, sintoma de um país que se dividiu profundamente desde 2019, quando as ruas da capital Santiago entraram em convulsão social. As forças políticas se espatifaram e então se rearranjaram bem mais do que uma vez nos últimos dois anos, desfazendo e criando alianças que levassem a algum sentido ideológico e que ao mesmo tempo fossem capazes de dar respostas às frustrações que existem na sociedade. Frustrações que são grandes. Quem presta atenção no detalhe vê, no Chile, um debate político que se aproxima bem mais do europeu do que o de seus vizinhos. Os problemas, porém, são tipicamente latino-americanos. É uma montanha-russa: não bastasse uma eleição presidencial particularmente intensa, o atual presidente Sebástian Piñera está enfrentando um processo de impeachment e uma assembleia constituinte acaba de ser formada. Com maioria de esquerda.




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