11 de Dezembro de 2021
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Edição de Sábado: O que é uma democracia?



Esta semana, na quinta e sexta-feira, o presidente americano Joe Biden reuniu virtualmente 111 países na Cúpula pela Democracia. A lista dos escolhidos diz muito — o Brasil estava nela. A dos excluídos diz mais — China e Rússia, que não são mesmo democracias, não foram convidados. Num evento assim tão curto, Biden certamente não pretendia fazer um debate profundo sobre a extensa crise democrática em curso. A intenção da Casa Branca era outra: demarcar território e dividir o mundo em dois como no tempo da Guerra Fria. Mas a competição entre EUA e China não é como a entre EUA e União Soviética. Lá a disputa era principalmente militar e se dava num contexto de duas potências buscando domínio global por influência ideológica. Hoje a briga é comercial e chineses competem com os EUA em avanço tecnológico como os soviéticos nunca conseguiram. O poderio militar, nessa disputa, tem relevância mas não muita. Em seu discurso de abertura, Biden descreveu a briga como uma em que democracias seriam mais capazes de gerar crescimento econômico do que autocracias.




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