14 de Maio de 2022
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Edicão de sábado: A Rússia no atoleiro



Em pouco mais de dois meses de guerra na Ucrânia, a Rússia perdeu pelo menos 650 tanques de guerra — metade não por terem sido destruídos, mas porque foram abandonados. É o número confirmado. Os ucranianos dizem que foram 1.200. Os russos perderam também três navios de grande porte, abatidos por mísseis. Um deles, o cruzador Moskva (vídeo), era o mais importante da frota do Mar Negro. Até o último dia 6, o Kremlin admitia a morte de 1.351 soldados, mas não incluía na planilha oficial os outros 2.100 milicianos que lutavam ao seu lado e também foram reconhecidamente mortos. A estimativa do governo americano é de que as perdas passam dos dez mil homens. Para os britânicos vai além dos 15 mil. (Em quase vinte anos de presença no Iraque, morreram 4.431 soldados americanos.) Pelas contas da imprensa, e esta talvez seja a lista de obituários mais surpreendente, 12 generais morreram desde o início da invasão. Só dois tiveram enterros públicos como heróis, Moscou se abstém de confirmar qualquer coisa sobre os outros. Mesmo que seja metade, desde a Segunda Guerra um exército profissional não perdia num só conflito tantos generais. Não há critério militar contemporâneo que considere qualquer um destes números normais. A operação é um desastre. Mas por quê? Em que a Rússia errou?




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