21 de Maio de 2022
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Edição de Sábado: Perigo de Extinção



Por Flávia Tavares e Marina Pagno

Numa fusão ambígua de pragmatismo com nostalgia, Aécio Neves descrevia o que acreditava ser a atual situação do PSDB, sigla que presidiu entre 2013 e 2017. “Nosso problema foi criado por nós e nós é que temos que resolvê-lo”, falou o Aécio pragmático. O “problema” é o PSDB decidir se terá um candidato à Presidência da República próprio em 2022 e se ele será o ex-governador de São Paulo João Doria, escolhido em prévias no mínimo confusas. A forma dolorosamente pública com que o partido tem lidado com o “problema” contribui para a ideia de esfacelamento tucano. Aécio nostálgico, então, tomou a palavra. “Ele [Doria] teria de fazer um gesto de coragem, de desprendimento, como o que Franco Montoro fez em 1984. Eu era secretário do meu avô, Tancredo, viajamos tarde numa noite para São Paulo. E Tancredo foi dizer ao Montoro que era ele o candidato ao colégio eleitoral. Fui testemunha viva disso. Montoro disse que não. Em dois dias, convocou uma reunião com os 12 governadores do PMDB no país, e anunciou o apoio à eleição de Tancredo Neves. Ali começou a mudar a história do Brasil.” A fala de Aécio foi numa entrevista à CNN, na segunda-feira véspera de mais uma reunião de tucanos em que ficaria tudo certo, nada resolvido.




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