12 de Setembro de 2020
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Edição de Sábado: Bob Woodward atinge outro presidente



Bob Wooodward não é um jornalista qualquer. Só dois repórteres americanos podem afirmar que apuraram histórias que levaram à renúncia de um presidente — ele e seu colega de Washington Post nos anos 1970, Carl Bernstein. Mas, desde então, ambos seguiram carreiras muito distintas. Enquanto Woodward se consolidou como uma eminência parda da capital, Bernstein seguiu errático sua história profissional. De certa forma, Woodward é a memória de um outro tempo do jornalismo, quando a profissão era percebida em boa parte do Ocidente como independente em relação ao poder. A percepção, hoje, é outra e, por isso mesmo, não são poucas as críticas feitas ao veterano repórter — algumas bastante fortes, principalmente a respeito da cobertura que fez dos governos de George W. Bush. Esta semana saíram detalhes de seu novo livro — Rage, ou Fúria —, o segundo que escreve a respeito do governo Trump. Ali, o atual presidente deixa claro que estava ciente da gravidade do novo coronavírus, enquanto tratava a ameaça displicentemente em público. O livro pode definir a eleição contra Trump. Relembra o que um repórter extraordinário é capaz de arrancar de suas fontes. Mas, novamente, não veio sem críticas.




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